domingo, 8 de fevereiro de 2015

[Novidades Literárias] Recomeçar - Eva Zooks

[Novidades Literárias] Recomeçar - Eva Zooks


Prólogo

''– Nãooooo!!! Deus, Não!!!

Os gritos desesperados ecoaram pelos corredores do hospital. Lágrimas sofridas escorriam pelo rosto de Rick, seu coração estava sendo arrancado do peito, sua respiração estava falha, seu peso tornou-se demais para suas pernas caindo de joelho a dor era insuportável, vivia um pesadelo do qual precisava acordar. Estava cansado, não havia dormido bem há dias e agora esse pesadelo não o deixava despertar. Precisava acordar e ir cuidar de sua família, sua Lisa precisava dele, o pequeno Lucas precisava dele. Não!! o pequeno precisava deles, dos pais juntos.

– Lisaaaa!!!!

Outro grito quebrou o silêncio que voltara a reinar naquele corredor. Rick levantou a cabeça do chão e olhou para o lado, precisava acordar desse pesadelo, sua família precisava dele. Viu Donna sua velha amiga parada perto dele, seus olhos estavam inchados, um lenço cobrindo sua boca tentando esconder que chorava. Virou a cabeça e se deparou com Léo, parado ao lado da porta do centro cirúrgico, seu alto amigo também tinha lágrimas nos olhos e uma expressão tão sofrida quanto a de Donna. Isso era um pesadelo dos infernos e ele precisava acordar. O barulho de uma porta sendo aberta lhe chamou a atenção, voltando-se para ela ficou paralisado, ali parada à sua frente estava Helena, a enfermeira que trabalhava com Lisa e havia auxiliado em seu parto, e não estava sozinha. Em suas mãos um pacotinho remexia e choramingava. Ele sabia o que era, não, quem era aquele pacotinho, reunindo todas as suas forças se levantou.

Ficou olhando para Helena, mas suas pernas não lhe obedeciam, sabia que precisava dar um passo, caminhar até ela e pegar o pequeno pacote em seus braços, mas suas forças haviam sido drenadas. Passou as mãos pela face limpando as lágrimas que voltaram a cair. Fechou os olhos e orou a Deus para que o despertasse desse pesadelo.

Respirando fundo deu um passo e se aproximou de Helena, que entendendo seu sofrimento se aproximou e com todo cuidado colocou o pacotinho em seu braços. As lágrimas o cegaram, seu coração sangrava, segurando-o em seus braços o apertou contra si, conseguiu reconhecer cada traço de sua Lisa, o que aumentou ainda mais seu sofrimento, e um filme passou em sua cabeça.''


DEGUSTAÇÃO...

"... Léo ficou observando enquanto a enfermeira ajudava Cath a colocar o bebê para mamar. Lucas durante o tempo em que esteve no hospital, havia ganhado pouco peso, mas mesmo assim, era um bebê forte e valente.

– Ei, acalme-se, eu e esse monte de leite não vamos a lugar algum. – a voz alegre de Cath ressoou pela enfermaria, uma lágrima desceu por seu rosto, quando enfim Lucas começou a sugar. – poxa vida, como dói. – a voz foi um misto de alegria e dor.

– Irá doer um pouco, pois seus seios estão cheios, mas assim que o leite diminuir a dor acabará.

– Assim espero Maria. – olhando para o bebê que sugava com tanta força, deixou-se relaxar, e começou a cantarolar uma canção de ninar.

Cath não soube quanto tempo Lucas mamou, quando um peito estava em tese mais vazio, mudou o bebê de lado e agora estava imerso em um sono profundo, enquanto tentava fazê-lo arrotar e o ninava, foi inundada por uma avalanche de emoções. Lucas podia não ser um de seus animais abandonados, mas ela precisava dele, assim como Felipe precisaria de um irmão e ele, principalmente ele, precisaria dela.

– Léo, eu não posso deixa-lo. – beijando a cabeça do bebê, voltou a falar. – ele precisa de mim e eu não vou deixa-lo.

– Cath, acho que você está indo longe demais. Uma coisa é amamenta-lo, outra coisa é toma-lo como filho, eu já lhe disse, ele tem uma família.

– Sim, ele tem e nós fazemos parte dessa família. Eu serei sua mãe, Felipe será seu irmão e pronto acabou.

– Cath, creio que isso não cabe a você, Rick com certeza terá algo a dizer sobre isso. – ele conhecia muito bem aquele olhar determinado de sua irmã, e tinha certeza que ela iria ao inferno por esse menino.

– Não me importa o que Rick tenha a dizer sobre isso. Já está resolvido, ele é meu e pronto.

Um baque na porta chamou a atenção de todos na enfermeira.

– O diabo que é. – Caminhando a passos largos, Rick pegou Lucas com todo cuidado dos braços de Cath. – Posso saber o que essa maluca está fazendo com meu filho nos braços?... "


"...Cath abriu os olhos e tentou descobrir onde estava. O quarto era claro e arejado, na mesinha ao lado um vaso de margarida repousava alegrando o ambiente.

– Ei, seja bem vinda de volta. – a voz suave de seu irmão chegou até ela.
Virando-se em sua direção, Cath não deixou de notar as olheiras profundas, o cabelo bagunçado, a roupa sempre impecável estava agora muito amassada, tudo indicava que Léo havia passado a noite, sentado naquela poltrona.

– Bom dia, pelo que vejo você também acaba de acordar? – disse sorrindo.
– Confesso que não dormi muito bem. – levantando-se parou ao lado da cama – como está se sentindo? – antes que ela acordasse já havia checado o soro e ministrado os medicamentos para dor.

– Estou bem. Confesso que uma cesariana não estava em nossos planos, mas obrigada por nos salvar, sem você não sei o que teria acontecido conosco. – pegando a mão de seu irmão, olhou para a porta e perguntou – onde está Rafa? Ele não pode vir nos ver ainda?

Léo se afastou a parou em frente à janela que dava para o pequeno jardim que ficava aos fundos do hospital. Ensaiara aquele momento durante toda a noite e agora que chegara a hora, não sabia como começar.

– Cath, o acidente que sofreram foi muito sério, por um milagre você e Felipe sobreviveram. – vendo que ela estava se alarmando, segurou-a no lugar, quando tentou se sentar. – você ainda não deve se levantar, passou por uma cirurgia e deve ficar um pouco mais de repouso.

– Tudo bem Léo, mas deixe de enrolação e me diga o que houve com Rafa, o quão grave é sua condição. – Cath tentou demonstrar calma, pois sabia que seu irmão não lhe diria nada caso percebesse o quanto estava nervosa.

– Cath, prometa-me que ficará calma e pensará sempre em seu bem e no de Felipe, pois ele precisa que você seja forte por ele. – Léo observava sua irmã atentamente, esperando por sua resposta. – Tudo bem Léo, agora me diga, como está o Rafa?
– Cath, ele não sobreviveu. "


"... Haviam terminado de prender o último fio de arame, quando o celular de Fred tocou. Livrando-se da grossa luva, atendeu.
– Diga João, já chegou à fazenda?

Dos cinco amigos, João era o encarregado de viajar sempre que precisavam fechar algum negócio. Havia estudado administração e conseguia lidar muito bem com as burocracias chatas. Rick sorriu ao pensar na diferença entre os amigos, Fred, o calmo e centrado. João, o garoto responsável. Léo, o médico importante da cidade. Guto, o cowboy badboy que abalava os corações da mulherada e ele, que agora era apenas o pai do Lucas. Olhando para o relógio viu que mal teria tempo de tomar banho antes de ir vê-lo.


Rick começou a juntar as ferramentas e guardá-las em sua bolsa. Caminhou até a picape e as colocou atrás do banco, espanou a poeira das calças e voltou-se para seu amigo, que agora estava parado fitando o nada, com uma expressão de dor.

– Fred o que houve? O que João queria? Algo deu errado na viagem? Ele está bem? – Caminhou até seu amigo, que parecia estar em estado de choque.

– Está tudo bem com ele, apenas pediu para que eu fosse com você até o hospital. – Fred viu o sangue sumir da face de seu amigo. Sua respiração começar a ficar ofegante enquanto cambaleava tentando se manter de pé.

– Lucas!! O que aconteceu com meu filho, – Rick sentiu que suas forças estavam sendo drenadas, caminhou até seu amigo e o agarrou pela camisa. – Fred seu miserável, diga o que aconteceu com meu filho?? Ontem não havia aceitado a mamadeira, mas a médica me garantiu que ele estava bem. – balançando-o mais uma vez, voltou a perguntar, – o que aconteceu com meu filho??

– Oh meu Deus, Rick desculpe-me, fiquei tão chocado com o que João me disse que esqueci completamente que Lucas ainda está no hospital.

– Fred se soltou e caminhou um pouco, tomando ar. Olhou para Rick, o cara havia acabado de passar por um inferno e agora teria que enfrentar outro e não havia uma forma fácil de dar notícias ruins – Léo precisará de nós, sua irmã e seu cunhado sofreram um acidente e parece que as coisas não estão nada boas. – caminhando de volta até seu amigo, tirou o chapéu enxugou o suor que escorria pelo rosto, enquanto observava Rick.


– O que aconteceu com Cath e Rafa?? – Rick caminhou até a picape, abriu a porta e se sentou. – não me recordo quando foi à última vez que os vi. Mas pelo que Léo sempre dizia, estavam felizes e... – as palavras sumiram, por mais que tentasse não conseguiria terminar a frase.

– Está tudo bem com Cath, mas Rafa não resistiu. — fitando o verde pasto, Fred tentou não deixar as emoções tomarem conta dele, – olhe! Você não precisa se envolver em tudo, ninguém iria querer isso. Vá e fique com Lucas. Deixarei Léo saber que está por perto. Foi burrice minha dizer a você. – soltando o cavalo que estava preso em uma das estacas, montou-o. – Rick, irmão. Desculpe-me, eu não devia.

– Fred é claro que você deveria. Ou vão começar a me manter afastado de tudo que acontecer daqui para frente. – levantando caminhou até o amigo. – eu perdi Lisa, e quando isso aconteceu, Léo estava lá comigo, se ele perdeu o cunhado e a irmã e o sobrinho estão correndo algum risco, é meu dever como amigo estar lá para ele.

– Rick, você sabe que ele se culpa por não ter conseguido salvar Lisa. Ele acredita que tem uma divida de vida com você, pois não conseguiu salvar sua esposa.

– Bobagem, ele não tinha escolha. Eu lhe deverei pelo resto de minha vida, pois se fosse outro, eu poderia ter perdido os dois, mas Léo lutou até o último minuto e salvou meu filho. – voltando à picape, entrou e a ligou, imediatamente o som de My eyes de Blake Shelton invadiu a cabine. – vamos juntos, vou passar em casa e tomar um banho, espero por você lá..."


"...As luzes da ambulância estavam deixando-a tonta, Cath não conseguia entender o que estava acontecendo ou onde estava. Tentou olhar para o lado mas algo segurava sua cabeça, tentou mover os braços e estavam amarrados, um desespero começou a tomar conta dela. O bebê!

– Meu bebê! Como está meu bebê?? – a voz não passava de um sussurro, mãos frias tocaram seu braço e um rosto coberto por uma máscara cirúrgica surgiu em sua frente.

– Está tudo bem, já estamos chegando ao hospital. – os bipes dos aparelhos começaram a aumentar – você precisa se acalmar, seu bebê está bem e precisa que você seja forte por ele.
– Onde está meu marido? – fechando os olhos tentou se lembrar do que havia acontecido.

Foram convidados para um jantar na casa de um amigo de Rafa, durante o jantar ele não havia bebido, pois sabia que teria que voltar dirigindo, pois sua barriga estava tão grande que ela mal cabia entre o banco e o volante. Saíram por volta das onze. Os fleches começaram a voltar, primeiro a luz, o barulho dos freios, a pancada e por último a escuridão, tragando-a. E agora ela estava ali.

– Rafaaa!!!

Os bipes começaram aumentar, seu coração parecia que ia sair pela boca. O mundo começou a rodar, precisava falar com Rafa, um leve chutar em sua barriga chamou-lhe a atenção. Em seguida uma cólica forte roubou-lhe o fôlego. Tentou controlar a respiração mas não conseguiu.

Novamente mãos suaves a tocaram. Tentando concentrar em sua contagem, fechou novamente os olhos.
– Carlos!! Acho bom você andar um pouco mais rápido, ou teremos que fazer um parto aqui.."



Paula Juliana

13 comentários:

  1. uiii!!!!senti até borboletas no estomago apaixonada por recomeçar <3

    BEIJOSSsss.....

    http://sonhosdeleitor.blogspot.com.br/

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  2. Nossa já amei essas fotos e a capa
    Amo livros sobre peões e com certeza é um romance de tirar o fôlego.
    Já quero :D
    http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/

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  3. Nossa parece ser uma história e tanto UAL! Me deu até um "negocio" aqui lendo a Degustação heheehe
    Beijos Pão de Queijo!

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  4. Oie!
    Eitah lelê! kkkkkk...nossa, só essa degustação já deixa a gente morrendo de vontade de ler o livro e sair daqui direto para comprar e ler completamente.
    Adorei!
    <3

    Bjo,

    www.blogandolinhas.com.br

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  5. Oiee ^^
    Não conhecia esse livro, mas fiquei mega curiosa para ler, principalmente depois de ver os personagens....haha' preciso conhecê-los. A história parece ser muito bonita, li a degustação e fiquei ainda mais animada para ler.
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  6. Oi, Paula!
    Que história, hein? É de tirar o fôlego!
    Um enredo apaixonante e emocionante. Além de ser uma lição de superação!

    Beijos!
    http://fabi-expressoes.blogspot.com.br/

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  7. Oi Paulinha! A Eva esta com muitas novidades eu eu preciso muito divulgar logo no blog - risos!
    Quero ler tudo sobre os trabalhos dela

    Beijos
    www.amorliterario.com

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  8. adorei as fotos que vc colocou, já a história não me chamou atenção, aushuash, essa degustação não deixou um gostinho de "quero mais" em mim :p
    www.muchdreamer.blogspot.com.br

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  9. ta confesso curti os fotos e os quotes, mas infelizmente não leria :x
    http://contodeumlivro.blogspot.com.br/

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  10. Olá, a premissa, os quotes e enfim parecem ser bem interessante. Mas no momento não seria um livro que leria. Mas quem sabe mudo de opinião.
    Beijos, sucesso.

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  11. Que postagem é essa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ALUCINADA AQUI! Preciso desse livro! Parabéns flor amei a degustação e aguardo a resenha! Beijos

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  12. Muito legal essa novidade , mas a leitura não faz nada meu estilo de leitura , mas creio que deve ser um ótimo livro !

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  13. Oi Paulinha,
    Gostei dessa postagem, foi bem interessante, e o livro mais interessante ainda. já gostei da atitude do Rick (xará) e que reviravoltas, uma atrás da outra. Paulinha vc sempre surpreendendo.
    bjs.

    www.navioerrante.blogspot.com.br

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