terça-feira, 1 de agosto de 2017

[Especial três anos de Parceria Novo Conceito] As melhores histórias que passaram pelo Overdose Literária @EdNovoConceito

[Especial três anos de Parceria Novo Conceito] As melhores histórias que passaram pelo Overdose Literária @EdNovoConceito


Qualquer outro lugar - Splintered # 3 - A. G. Howard


Daqueles que te fazem sonhar!
Não é segredo nenhum meu amor pela ficção e fantasia, mas fazia tempo que uma obra do estilo não me tirava do eixo e me deixava completamente apaixonada, alucinada, pensando em seus personagens ao longo do meu dia, suspirando por suas tiradas sarcásticas e encantada com sua história, seu universo e principalmente com seus personagens.

Qualquer Outro lugar me surpreendeu e me conquistou totalmente, quando o recebi em parceria com a Editora Novo Conceito, me vi em um beco sem saída, não conhecia a história, esse é um terceiro volume, não tinha tempo no momento para ler os anteriores e resolvi na cara e na coragem iniciar a leitura e ver se conseguia me achar no meio de uma história em andamento, coisa que nunca fiz. Para minha surpresa a autora me conquistou logo na primeira página, com sua narrativa rápida, e muito bem explicada, cai direto em um outro mundo, na vida de uma Alyssa, essa descendente de sangue daquela nossa velha conhecida do País da Maravilhas, a partir dai entendi o dilema, Alyssa com seu coração meio mortal, meia intraterrena  dividida entre dois amores, o cavaleiro mortal Jeb e o ser místico Morfeu. Esses dois pressos em Qualquer Outro Lugar, uma das dimensões magicas, Alyssa em uma missão de conseguir resgatar em segurança os dois mocinhos, salvar sua mãe que ficou pressa em um País das Maravilhas que estava se degradando, se destruindo graças a um feitiço da terrível Rainha Vermelha, essa que se encontrava também em Qualquer Outro Lugar em espírito pressa no corpo de uma então ainda pior Rainha, essa de Copas - entre cabeças e corações, entramos em um perigoso mundo de MARAVILHAS, onde Alyssa é a verdadeira Rainha!

 Acredito que para a maioria dos fãs, assim como para mim, foi um fim ótimo, digno da história. Um grande livro, uma narrativa que merece ser lida e conhecida. Termino completamente apaixonada, indicando para Deus e o mundo!
A autora escreve muito bem, é muito ágil e muito inteligente, fez a história de uma forma que é simples e ao mesmo tempo deixa o leitor confuso com seus sentimentos assim como Alyssa que tem seu coração DIVIDIDO por dois mundos. 

Simplesmente amei, me emocionei, senti cada linha, me apaixonei a cada página, foi uma leitura que valeu cada surto meu como leitora! Leiam mais que como um conto de fadas, deixem seus corações sentirem cada dúvida, cada medo, cada certeza de Alyssa e seus personagens bizarros e verdadeiros, com cada pincelada de Jeb, cada estratégia de Morfeu, se joguem nesse jogo de xadrez, indo da toca do coelho a cada espelho perdido de Maravilhas!


Todos os nossos ontens - Destrua o passado para salvar o seu futuro - Cristin Terrill

Muito sabiamente Hermione me ensinou tempos atrás que mexer com tempo era de fato muito perigoso. Cristin Terrill não teve medo, abusou e ousou na obra: Todos os nossos ontens - Destrua o passado para salvar o seu futuro. 
E me deixou encantada e totalmente sem sono!!!
Não é de hoje que meu histórico com distopias é pura história de amor! Sou louca pelo gênero, sempre evito lê-los durante a semana que sei, que quando pegar a história vou querer ler direto, não vou soltar até terminar o livro, com esse bonito não foi diferente.

Essa distopia tem alguns diferencias, e ela não é tão focada na sociedade caótica, no politico e no social, assim como Jogos Vorazes e Divergente por exemplo. 
A história envolve distopia, suspense, romance, drama e eu colocaria fantasia também.
Não querendo menosprezar Cassandra, mas ainda estamos longe de viajar pela quarta dimensão. 

Nunca tinha lido uma obra que falasse tão claramente de viajem no tempo/espaço, e achei que apesar de não ter tirado todas as minhas dúvidas, foi desenvolvida de uma forma simples e fácil.

(...)
''Machucados somem, mas palavras como essas infeccionam.''

Me apaixonei perdidamente por Finn, jovem e velho. Foi uma luz na história.
James foi o personagem mais complexo, duplo, aquele que amei desconfiar amando. Todo o rebuliço, aquela agonia literária foi meio que causada por ele no fim das contas. 

''Ninguém, (...) já me olhou com tanta ternura e profundidade, como se estivesse enxergando dentro de mim.''

É uma distopia com muita aventura, podia ter sido bem mais desenvolvida politicamente, acredito que a autora optou por ter mais a pegada ação/romance/drama, o suspense, aquela tão falada agonia e curiosidade fizeram a leitura super valer para mim. 
E os personagens. James, Finn, Em e Marina juntamente com todas as suas idas e voltas. Seus passados e futuros me conquistaram.  

'' - Só não me deixe, combinado, menina? Por favor, nunca me deixe.''

O Final foi bem marcante, foi intenso, foi daqueles que não desgrudei até terminar, pelo que me pareceu não é uma série, sim um livro único, mesmo que terminou bem fechadinho. Cristin Terrill aprovada!!! Indico Todos os nossos ontens para os fãs de distopia, para os de romance e de aventura. Uma obra Recomendadíssima!!! 

''Acho que nós nunca sabemos de verdade o que está acontecendo dentro de outra pessoa.''


Fragmentados- Só porque a lei diz, não significa que é verdade - Neal Shusterman

Não sei nem como começar a falar dessa obra! Fragmentados como toda boa distopia sabe mexer com o leitor e o trasportar para uma sociedade cruel e caótica, devo começar dizendo que achei o enredo muito, muito original e genial também. Diferente de outras distopias que utilizam da morte como um grande fim, Fragmentados no seu enredo questiona isso, aqui ninguém morre, só continua a viver de uma forma diferente, vamos ser sinceros, viver fragmentado pelo mundo, com um pedacinho de você em inúmeras pessoas diferentes, é viver? 

''... a única razão para eu estar vivo é que aquela pessoa foi fragmentada.
 - Então - diz Connor -, a sua vida é mais importante que a dela? ''

O livro é ótimo, não é perfeito, ou mesmo a melhor distopia que li na minha vida, mas ele é uma grande distopia, tive logo uma relação de amor e ódio, e não se enganem, amei que ele conseguiu despertar isso em mim, logo que comecei a ler pensei na grandiosidade do enredo, em como o assunto era bom, uma grande matéria prima nas mãos e fiquei com medo de como a história seria apresentada.
Então como o próprio livro TUDO veio em pequenos pedaços, começamos partes por partes a conhecer Connor, Risa e Lev. Ao mesmo tempo que nós apresentavam os protagonistas, nos apresentavam também a história, o como é essa sociedade, como é esse processo de Fragmentação e essa tal de Lei da vida, assim como vários termos e separações muito próprias da história!   

(...)

O enredo é incrível, a escrita é direta, bruta e cheia de críticas. Os personagens são guerreiros, gostei dos três principais, me surpreendi com o papel de cada um na história, os secundários a mesma coisa, cada um com uma história diferente, que toca o leitor, que questiona. A Fragmentação é em si BRUTAL, por vários motivos, mas principalmente por ser uma prática aceita e comum, por ser uma violência velada, os Fragmentários são tratados ''muito bem'' nos campos, até na parte final da operação, é uma mistura de horror e segurança, é totalmente apavorante o processo de fragmentação, passei o livro praticamente todo querendo ver como era, como iria ser mostrado aquilo e não querendo também, porque eu sabia que se fosse aparecer seria pelo ponto de vista de uma dos meus principais, e eu não queria que eles fossem fragmentados, então foi essa agonia e desespero durante toda a obra.

O romance é muito, muito sutil, não é o foco, mas está ali, escondidinho, mas presente.
Connor tem um temperamento forte, é guerreiro, um herói. Risa é muito inteligente, e com toda certeza uma sobrevivente. Lev é o personagem com a maior profundidade para mim, é aquele que faz ''merdas'', mas no fim você perdoa, que você quer sacudir, é também o que sofre maior mudança, porque a gente tem toda uma troca de ideologias nele, Lev criado para ser um dizimo, daí isso não acontece, de repente ele se vê em um mundo que não é bom e que vai de encontro com tudo que ele acreditava, então, ele questiona tudo, desde o seu valor, ao dos outros, ao de Deus, os da sua família e os da sociedade como um todo.      

(...)

Fragmentados foi uma distopia maravilhosa, eu queria que alguns pontos tivessem sido mais desenvolvidos, queria que tivesse mais histórias futuramente, em comparação o livro termina bem fechadinho, então, não sei se vem uma sequência por aí, mas foi uma louca leitura. Foi envolvente, sofrida, e daquelas leituras que te fazem pensar e questionar tanto a ficção quanto a realidade. Como toda a boa distopia, a molaridade, o social e o certo e o errado são colocados a prova, junto com os porquês sobre a alma, o mundo, o que as pessoas fazem com ele, e sobre essa prática que cruel ou não salva muitas vidas, e daí vem a grande questão: uma vida é mais importante que a outra? Qual vale mais? Se vale? E os Fragmentados? A vida acaba após fragmentação? E o fim? Ou um novo começo?
Leis! Verdades! Humanidade! 
Fragmentados de pedacinho em pedacinho deixa o leitor inteiramente LIGADO nessa história de matar! Recomendadíssimo!   


*Imagens retiradas do face da editora: @NovoConceito
Paula Juliana

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