domingo, 19 de março de 2017

[Para quem ainda não descobriu o escuro...] Especial DarkSide no Overdose #Resenhas @Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? - Histórias Reais, Assassinos Reais - Edição Definitiva - CRIME SCENE - Ilana Casoy

[Para quem ainda não descobriu o escuro...] Especial DarkSide no Overdose  #Resenhas @Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? - Histórias Reais, Assassinos Reais - Edição Definitiva - CRIME SCENE - Ilana Casoy


Resenha: Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? - Histórias Reais, Assassinos Reais - Edição Definitiva - CRIME SCENE - Ilana Casoy
Classificação: 5/5 
Editora: DarkSide® Books


Sinopse: Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? - Histórias Reais, Assassinos Reais - Edição Definitiva - CRIME SCENE - Ilana Casoy

A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da Criminologia, do Direito, da Psiquiatria e da Psicologia, e dedica-se a dissecar este universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a encenação/organização da cena.



Sempre tive muito interesse pela mente das pessoas. E um fascínio bizarro por livros, filmes e seriados de assassinos em série, acredito que a curiosidade principalmente quanto ao perfil, suas condutas, suas mentes, afinal, quem são essas pessoas? Como identifica-las? São doentes? Loucos? Agem com consciência? Matam por prazer? Algo falta deles, fora a humanidade?!!

Em alguns livros e até séries acabamos encontrando versões muito romantizadas, que pelas histórias, somos seduzidos por esses personagens e nos fazem gostar dessas pessoas, ou mesmo torcer para que não sejam presos, como Dexter, o assassino que com seu código só matava assassinos, ou The Fall, que mostra um serial Killer tão charmoso, aparentemente tão bonzinho, mas é uma pena se você for morena, ele é mortal! Mas é isso, são PERSONAGENS, da ficção para a realidade, quando se deparamos com uma realidade tão cruel, com casos tão cruéis, é diferente, essa resenha, assim como o livro é em homenagens as pessoas que sofreram nas mãos desses monstros.

NUNCA tinha lido uma obra tão DIRETA, REAL E FRANCA, esse estudo, analise, que engloba absolutamente tudo que poderia imaginar dentre vários quesitos como: os tipos de assassinos em série, suas fases, as vítimas, quem elas são? Os aspectos gerais e psicológicos - dissociação, empatia, intimidade, repetição, reencenação, fantasias, abusos, a pedofilia e a psicopatia - os muitos mitos e crenças, a aparência dos psicopatas, as motivações, porque matam e porque matam de determinado modo, os problemas com as mulheres, as quantidades de assassinatos que determinam se estamos lidando com um assassino em série, os lugares do mundo que mais existem - e se isso é possível!

São estatísticas, fatos, estudos, muita pesquisa. Tudo muito direto e real como disse, é uma obra que não é prazerosa de se ler, muitas vezes é estritamente dolorosa, li aos poucos, levei um bom mês para completar, indo de caso em caso, é porém, totalmente interessante!

São apresentados a analise dos casos e perfis psicológicos de vários assassinos em séries que são mundialmente conhecidos, como: O casal letal, Paul Bernardo e Karla Homolka - o primeiro caso que li, foi bem chocante logo de cara, principalmente por ter uma mulher cooperando e participando de tal maneira, Bundy, e Trenton - O vampiro de Sacramento, ambos chocantes, John Wayne Gacy - O palhaço Assassino, e Aillen Wuornos, um matava crianças e a outra homens, entre muitos outros. 

Um fato que era constante nos casos era a violência sexual, praticamente todos cometidos a mulheres novas, ou a crianças, ou adolescentes, a grande maioria do sexo feminino. Alguns realmente difíceis de se ler, não por terem descrições escrachadas ou algo do tipo, mas pelo fato de serem reais, por perceber a frieza e crueldade a que foram submetidas.

Uma grande questão da obra foi analisar a psicopatia como uma doença ou como atos cruéis cometidos por homens que sabiam o que estavam fazendo. Grande parte dos Serial Killers sofrem abusos durante a infância, ou algum tipo de negligencia, tem a necessidade de que em seus assassinatos a vítima seja degradada, ridicularizada e torturada. Precisam dominar, ter o controle absoluto da vítima e em grande maioria sabem exatamente o que estão fazendo, então, a insanidade é um sintoma da loucura, a consciência, não! Porém, alguns desses psicopatas vivem e acreditam em suas fantasias, como O Vampiro de Sacramento que acreditava precisar de sangue para repor o seu, matava e bebia de mulheres e bebês. Enfim, fica a pergunta: Loucos ou cruéis?

Bem... A Paula como pessoas e leitora não consegue ver esses monstros como loucos, acredito que se tem capacidade para estudar suas vítimas, enganar a sociedade com suas duplas vidas, capturar, torturar e matar, muitas vezes até criar cenas de crimes para serem encontrados, sabem muito bem o que estão fazendo, são lúcidos o suficiente para saber o que é certo e errado, então podem muito bem pagar pelos seus crimes como seres cruéis que são!

Psicopatas tem aparências normais, são manipuladores, cativantes e na maioria charmosos, sabem enganar, são sádicos, sentem prazer na dor, na tortura, são capazes de prolongar a morte de suas vítimas ao máximo. Loucos ou somente cruéis, são perigosos, conhecem e estudam suas vítimas, são inteligentes e muitas vezes sabem jogar e brincar com as pessoas. Não são heróis, não são dignos de admiração, são monstros. E isso fica muito mais evidente quando se deparamos com eles na vida real!

Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? - Histórias Reais, Assassinos Reais é uma obra recomendadíssima para quem tem estômago forte e interesse pelo assunto. Um ótimo livro e uma edição maravilhosa!

Paula Juliana

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