quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Caixa de Pandora # 02

Caixa de Pandora # 02


A Seguir uma crônica que escrevi inspirada no capitulo 49 do livro ‘’Amante Eterno’’, como o livro se passa em terceira pessoa, narrador observador, escrevi em primeira pessoa narrador personagem, pela visão de Rhage:

‘’Eu estava desesperado, estava sem ar, era um fantasma em meu próprio corpo. Não conseguia gritar, falar, chorar. Minha alma já não existia, tinha ficado no lugar que se encontrava quando a Virgem Estriba me disse sua decisão.

Sim, sua decisão. Como poderia eu renegar a oferta a mim oferecida. Mary não iria me conhecer não se lembraria de meu amor, nossos momentos, nem como ela em sua simples humanidade havia mudado minha vida inteira.

Uma vida inteira para se encontrar e me perdi em apenas alguns segundos. Entre não ter Mary para mim e ter Mary viva é claro que escolheria a sua vida, mesmo significando a minha morte, pois não poderia me aproximar dela ou ela morreria imediatamente e eu seria o culpado, tentando salvar minha amada, perdi minha vida.

Quando vesti minhas roupas brancas de guerreiro para o ritual e fui suplicar para a Virgem que salvasse Mary da tão iminente morte de leucemia, Sabia que em algum momento a Virgem se Pronunciaria contra mim, ela me odeia, mas era o único modo de tentar salvar Mary.

E agora nesse exato momento, Mary não se lembraria de mim, nem de meu amor, mas estaria viva, linda e brilhante em sua luz tão bela. Eu porem estava de luto e não já me permitia sentir, quando ouvi uma voz me chamando ao longe, achei que era um anjo.
Não. Não era um anjo. Era Mary.

Meu Deus morri e estou no Fade. Era a hora, um anjo com a aparência de Mary veio me buscar.
Mas não. FUI tirado de um pseudo-coma, com alguém a balançar meus ombros e aquela voz a me chamar.
Sua voz. Somente sua voz poderia acalmar a besta que se encontrava dentro de mim. Agora me restava somente a besta.

Alguém me batia. Quando abri os olhos e lentamente entraram em foco, eu vi. Mary> Deus ela não poderia estar aqui, se caísse morta no chão e amaldiçoada a culpa seria minha, Ela gritava e tentava me acalmar, mas eu não queria ouvi-la. Queria que fosse embora. VIVA.

Peguei-a e a levei em direção a porta, mandando- a embora. Quando ouvi a Voz. Seca e fria.
-Guerreiro, pode parar agora.
Era ela. Era a Virgem Estriba. Era o Fim. ’’


Confira também as Resenhas de:
Amante Sombrio;
Amante Eterno;
Amante Desperto


  Paula Juliana.

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