quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Entrevistando meus Autores - O Prazer da Literatura Nacional! Autor: Marcos DeBrito!


Entrevistando meus Autores - O Prazer da Literatura Nacional!

Entrevista Blog Overdose Literária:



Autor: Marcos DeBrito

O. L. - Oi Querido Autor! Conte aos leitores como surgiu a sua história como escritor e suas expectativas com a publicação.
 

Autor: A minha trajetória como escritor de romances é recente. Nunca havia pensado em publicar um livro porque a minha paixão sempre foi o cinema. Tanto que me formei e atuo na área como roteirista e diretor desde 2001. Este ano lanço meu primeiro longa-metragem, chamado “Condado Macabro” (www.condadomacabro.com.br/, www.facebook.com/condadomacabro).
Apesar das diferenças entre escrever para as telas e escrever para as prateleiras, a alma de ambos é ter uma boa história. O meio em que ela é divulgada cabe ao bardo escolher o de sua melhor afinidade. E no caso de “À Sombra da Lua”, como sua produção para o cinema era muito cara e inviável de ser feita no momento, resolvi adaptar o roteiro para romance por gostar demais do universo que eu havia criado.
Minha história como escritor de romances surgiu do amor que eu tinha por essa trama e da vontade de fazê-la sair da penumbra do anonimato. Esse livro é o culpado pelos outros que virão.

Sobre publicação, eu acreditava que o texto poderia chegar nas prateleiras, mas não por uma editora tão grande e conceituada como a Rocco, afinal, eu era um estreante sem agente ou contatos no ramo literário, apesar de uma carreira premiada no cinema. Lembro-me bem do dia em que me escreveram assinalando o interesse. Fui pego de surpresa e não podia acreditar. Dividir prateleiras ao lado dos livros da Anne Rice é um privilégio que até hoje me deixa extasiado.


O. L. - Como surgiu a ideia de escrever o livro? Quanto tempo levou mais ou menos para escrever?

Autor: A dualidade da licantropia sempre me interessou muito por ser uma oportunidade para criar uma história cheia de ramificações. O verdadeiro sentido da maldição do homem que se transforma em criatura é o de apresentar a Besta que habita na alma humana. Enquanto um homem comum precisa respeitar determinadas normas de comportamento, quando transformado, ele segue seus instintos primários ignorando a ética e moral. Isso me trazia uma gama de ideias onde eu poderia discutir algumas questões filosóficas e expor um conhecimento folclórico, mitológico e religioso pouco conhecidos para a maioria das pessoas.

Para escrever a primeira versão, foram cerda de 2 anos, contando a pesquisa. Mas na época eu estava trabalhando com publicidade e representando meu curta-metragem “O.D. Overdose Digital” nos festivais de cinema. Para adaptar como romance foi mais 1 ano. Depois que assinei contrato com a Rocco foram mais 3 com as idas e vindas da revisão literária, definição de capa, diagramação e estudo de mercado.

O. L. - Fale um pouco sobre a sua Obra (Os personagens! A Capa! Enredo!):

Autor: Com relação aos personagens, o autor precisa ter conhecimento de todo o passado e universo mental dos seus protagonistas para não ser incoerente em suas ações. Após eu ter desenvolvido o Álvaro, os outros vieram como ramificações das necessidades da trama (seu par romântico, seu opositor) e, a partir disso, foram criadas novas ramificações para cada novo personagem, com seus passados e anseios. Como a história acaba tendo mais de um protagonista, tive que dar uma força semelhante a todos eles para não parecerem coadjuvantes na narrativa. Além do Álvaro, destaco o Valêncio, a Alana e o Ulisses. Existem outros de construção tão complexa quanto esses, mas os nomes citados foram os que mais me surpreenderam. Apesar de ter seus futuros traçados desde o início, a maneira como tentavam me dissuadir para trilhar outro caminho colocava meu conhecimento sobre seus comportamentos à prova.

A capa foi uma luta. Mas uma luta só com vencedores. Inicialmente o livro era pra ter uma arte menos sombria e algumas ilustrações no miolo para atrair um público mais jovem. Um dos motivos do atraso da publicação foi o fato de eu demorar a aprovar uma capa, pois o que chegava em mim não me deixava totalmente confortável para permitir que acompanhasse o  conteúdo melancólico do romance. A Rocco trocou o desenhista e então o Julio Zartos fez essa obra de arte maravilhosa que passa muito da atmosfera da trama.

Enredo: Sou a pior pessoa do mundo para falar sobre isso. São tantos sentimentos expostos nas quase 300 páginas que não consigo me atentar a resumir seu enredo de forma fiel. O romance, se lido nas entrelinhas, tem uma discussão mais profunda sobre relacionamentos e origem da Maldade, que usa como pano de fundo a presença de uma criatura para ilustrar diferentes comportamentos na sociedade.

O. L. - O que você anda lendo no momento e qual é o seu gênero de leitura preferido? Algum autor preferido?



Autor: Confesso que leio pouca ficção. Como o meu personagem Valêncio, minha busca é por livros de acesso mais restrito, que discutem a veracidade da religião católica com base em textos mais antigos do que a Bíblia. No momento estou lendo “O Livro de Enki”, que recebeu uma capa nacional desestimulante para o conteúdo da leitura, tornando-o apelativo para um público mais místico do que realmente interessado na História da Criação. Mas não tenho como negar a influência de “Macário”, do Álvares de Azevedo, e dos poemas e contos do Edgar Allan Poe na minha escrita. Estes são meus autores preferidos. A maneira poética como encadeiam as palavras transcende o mero sentido da trama. Eles foram importantes para mim porque criaram a minha fixação pela Segunda Fase do Romantismo e me mostraram que quando uma história é escrita com tamanha devoção e cuidado ela pode ir além da imersão para tornar-se parte da personalidade de quem a ler.

O. L. - Tem algum lugar onde você tem mais inspiração para escrever?

Autor: Inspiração para “escrever”, basta-me o silêncio. Mas a inspiração de uma ideia que seja válida de ser desenvolvida, é ela quem decide quando aparecer. Tento me convencer que a idade está ocasionando meus lapsos constantes de memória, mas pessoas do meu círculo de convívio afirmam que isso pode ser explicado pela minha falta de atenção ao mundo real. Muitas vezes sou jogado para o meu universo particular nos momentos mais inoportunos. Percebi que crio muito enquanto estou dirigindo ou em situações onde preciso aproveitar a perda de tempo de forma criativa. É quando surgem as ideias. Depois de analisadas mentalmente se é válido o discurso, qualquer cômodo sem barulho já se transforma em um sala para produção de conteúdo.

O. L. - Fale um pouco sobre as dificuldades de publicação.

Autor: Não sou a pessoa mais adequada para falar dessas dificuldades porque para mim foi relativamente rápido, felizmente. Como eu não tinha experiência, adquiri um livro com as diretrizes para publicação e fui atrás dos webistes das editoras que publicavam o gênero para pegar as normas de envio de originais. Mas como eu estava acostumado a escrever apenas roteiros, a transição para romance veio acompanhada de vícios do cinema como, por exemplo, ter a narrativa toda conjugada no presente. Com a primeira versão do livro eu recebi um “não” de uma editora pequena, acompanhado de várias críticas. Foi importante porque me estimulou a reescrevê-lo inteiramente do começo ao fim, em vez de aceitar a derrota. Depois de reformulada a forma, mas não seu conteúdo, e terminada a revisão literária, escolhi as editoras para apreciação e em menos de 6 meses recebi uma resposta positiva tanto da Rocco como de outras. Gostaram tanto que já me pediram duas continuações para a história, e um conto que irei disponibilizar em breve. Também assinalaram interesse em publicar meu próximo romance, “O Escravo de Capela”, que já está em seu capítulo final e prestes a ser entregue.


O. L. - Quais conselhos você daria para os que sonham em escrever um livro?

Autor: Saber aceitar opiniões de fora antes de enviar um texto para uma editora é primordial. Submeta um original à críticas. Se não tiver dinheiro para pagar uma revisão literária, que seja um amigo leitor. Muitas vezes nos apaixonamos por banalidades do nosso texto que são desnecessárias e acabam afundando a fluidez da leitura. Altere o que for necessário, mas sem perder a essência. Seja fiel à sua visão de mundo. Mude a forma, mas jamais o conteúdo. Desanimar com as respostas negativas de editoras é normal, mas não se pode desistir por causa disso.

O. L. - Você acha que a Internet e os blogs literários têm um papel importante na divulgação dos livros nacionais?

Autor: Enquanto em um filme há rostos conhecidos estampados num cartaz para atrair os espectadores, neste mercado temos apenas palavras e uma arte de capa. Aí entra a importância dos blogs, pois é através deles que conseguimos potencializar essa visibilidade com a opinião de leitores críticos. Passar pelo crivo de um blog frequentado nos ajuda a cair no gosto de outras pessoas em busca de algo novo para ler. São muitas histórias nas prateleiras e é preciso uma bússola para encontrar o norte de uma leitura agradável. Os blogs ajudam a apontar essa direção.

O. L. - Como surgiu o seu interesse pela escrita?

Autor: Lembro que desde a infância eu me destacava nas aulas de redação pelo tamanho das minhas histórias, não necessariamente por sua qualidade. E eu sempre encontrava um jeito de distorcer a realidade para trazer o mórbido ou o sobrenatural às minhas fábulas macabras. Gostaria de dizer que a Escola me estimulara o interesse, mas não. Foi algo além da minha compreensão. Eu escrevia por querer tirar algo de mim que eu tinha medo e não entendia

O. L. - Como funciona a criação dos seus personagens? Eles nascem prontos ou são desvendados pouco a pouco?

Autor:  Seu passado, destino e personalidade nascem prontos. Mas algumas vezes eles tomam caminhos inesperados que acabam se mostrando mais adequados ao encaminhar a trama. É interessante como os personagens muitas vezes dialogam com o autor, expondo seu pontos de vista de forma muito mais coerente ao que fora previamente idealizado. Meus personagens tem vida própria e isso precisa ser levado em consideração. Eles não sabem seu destino final, mas parecem viver as palavras escritas para confrontá-las com sua lógica particular. Ignorar os vários caminhos que uma trama pode te levar é abrir espaço para incoerências. Sempre me atenho ao final imaginado, porém o caminho até lá precisa ser construído de forma que todos os nós se amarrem.

O. L. - Eles costumam ser inspirados em pessoas reais ou são apenas frutos da sua imaginação?

Autor: Apesar de as características de cada personagem serem reflexo das do autor que os escreve, existiu a influência de algumas personalidades reais e fictícias para alguns deles. O nome “Álvaro”, por exemplo, é uma variação com o nome do escritor Romântico Álvares de Azevedo. E o Valêncio teve forte influência do personagem Van Helsing (demonólogo do Dracula, não de sua versão como caçador de monstros).

O. L. - Um livro que todos deveriam ler e por quê.

Autor: “Macário”, de Álvares de Azevedo e alguma coletânea dos contos e poemas do Edgar Allan Poe. Se você gosta da forma poética como as palavras são encadeadas, além de uma trama sombria, esses autores, para mim, são insuperáveis. Mas é uma leitura muito específica, sem reviravoltas de trama ou apelos. Sua função é exacerbar um determinado tipo de sentimento. Outro livro que sou apaixonado é o “
Intermitências da Morte”, do Saramago. Obra-prima.

O. L. - Muito obrigada pela entrevista e pela oportunidade de conhecermos um pouco mais sobre você. Quer deixar uma mensagem aos leitores?

Autor: Eu que agradeço por ceder espaço em seu blog para minhas palavras sobre o livro. Aos leitores eu gostaria de dizer para sempre navegarem nas entrelinhas. As palavras escritas são apenas guia para conteúdos mais profundos, que estão longe dos olhos, mas ao alcance da percepção. Como no cinema, o diálogo é indireto; fala-se algo, querendo dizer outra coisa. Buscar esse outro sentido é a grande magia que uma história pode proporcionar.
O “À Sombra da Lua” pode ser encontrado nas principais livrarias, mas para comprar sem sair de casa, só acessar o site da Saraiva, Cultura, ou da própria Rocco. Ele também está disponível para tablets na iTunes Store, pelo selo Rocco Digital.
Quem quiser conversar, sou bem receptivo por Facebook. Só me encontrar por lá e curtir a página do livro (www.facebook.com/LIVRO.ASOMBRADALUA).


'' As lápides eram para ele como livros e, naquela biblioteca funesta, ele vigorava como um grande leitor.''


Resenha: À Sombra da Lua - Marcos DeBrito
Classificação: 5/5 Favorito


Sinopse - À Sombra da Lua - Marcos DeBrito
Durante o dia, Vila Socorro é apenas uma pacata cidade do interior de São Paulo, reduto da imigração italiana no Brasil. Mas, quando o sol se põe, uma criatura desconhecida aterroriza os moradores, que cobram uma solução das autoridades locais, afinal, há décadas o vilarejo sofre com mortes misteriosas, cometidas por um assassino que não deixa rastros e desafia a lógica humana. Estreia do cineasta Marcos de Britto na literatura, À sombra da lua já nasce um forte candidato a clássico do terror nacional ao explorar o mito universal do lobisomem contrapondo, numa narrativa madura e vigorosa, racionalidade e mistério. 

'' Não é imigrante! Não é escravo! - ele continuou. - É uma cria do diabo que vaga pelo breu da floresta, bebendo sangue dos desavisados que cortam caminho de noite pela mata.''

'' É uma sombra do inferno! Depois que o sol se esconde, as trevas caem sobre esta vila e as estrelas são testemunhas de que aqui caminha um servo do demo.''


Quem me conhece um pouco sabe que uma das minha muitas paixões na vida são os livros de literatura sobrenatural. Aqueles que te contam histórias que desafiam a realidade e a razão. Os que te trazem grandes mitos, lendas e crenças. Eu AMO ISSO. Então quando comecei a ler o livro À Sombra da Lua do Autor Marcos DeBrito eu já esperava gostar por já saber mais ou menos o que esperar. Só não esperava que o livro superasse todas as minhas expectativas e muito mais.

'' Mas todo o coração tem suas tendências masoquistas e acaba procurando o amor mais difícil.''

'' - Este jardim ainda é assombrado, mas é engraçado como o medo simplesmente desaparece quando a gente cresce e para de acreditar nas histórias que assustavam a gente quando criança.
(...)
- Eu não acho que o medo desapareça, Alana. Acredito que, quando somos pequenos, temos medo do desconhecido; arbustos se transformam em monstros no jardim,sombras se tornam fantasmas nos cômodos da casa, qualquer vento que passa por uma fresta aberta de janela vira um assobio de defunto. Já quando ficamos velhos, temos medo de morrer ou de ficarmos sozinhos. Acho que o medo nunca some, só é transferido das coisas imaginárias às coisas reais que precisamos enfrentar em cada etapa da vida.'' 


O Autor usa de várias abordagens diferentes para criar um único e original mito sobre a crença do lobisomem. Confesso a vocês que comecei minha vida literária tendo como queridinho os vampiros e por eles serem diretamente ''inimigos natuarais'' dos lobisomens tinham um certo pezinho atrás, mas depois que começamos a conhecer mais a fundo os diferentes mitos que envolvem os lobos é difícil não se envolver e se encantar. Com essa Obra não é diferente, pois ela é muito RICA! Rica em detalhes, história, descrições, personagens e sentimentos.

'' Orfeu não o abraçava como carinho e sim guiava pelo inferno das recordações que gostaria de esquecer.''

'' Aquele que procura a companhia dos mortos no meio de um dia ensolarado como este é porque não gosta de conversar ou porque perdeu todos com quem se importa.''


O livro giram em volta da história de vida de Álvaro, que morra isolado e sobreviveu a uma grande tragédia em seu passado. Álvaro que se apaixona por Alana, que fica prometida para Vicente, que ama Alana que ama Álvaro. Alana é a melhora amiga de Flávia que ama Vicente que ama Alana! Sentiram o drama? Mais o pior que isso é uma pequena vírgula da história.

O romance intercala a história que aconteceu em 1893, no século XIX e a história que esta acontecendo em 192o no século XX. Tudo em volta da família Cesari na nossa querida Vila Socorro - que desculpem o trocadilho, mas acabou pedindo socorro mesmo!

'' Seu quarto estava repleto de livros. Parecia uma biblioteca particular com acervos raros e invejáveis...''

'' Todas as noites, antes de dormir, eu converso com alguém que acho que é minha mãe - confessou ela, encarando o infinito.  - Mas o rosto que aparece na minha cabeça não tem forma e nunca é o mesmo. Sinto a presença dela ao meu lado, mas não sei se ela me escuta.'' 


Os personagens são incrivelmente complexos. O Leitor fica de coração partido e dividido, não sabe se ama ou odeia o protagonista. Que é uma pessoa muito boa quando está humano, e em forma de lobo se transforma em um monstros sanguinário, capaz de cometer atos horríveis, chocantes e nojentos. Chegamos a um ponto que temos pena dele, é uma maldição, um desespero, a razão selvagem e irracional do animal que sobrepõem a capacidade de amar do homem. É incrível e triste. 

'' No jardim desse casal apaixonado florescia a mais bela das flores. Um amor verdadeiro, uma confidência de segredos e sentimentos profundos. Desde as noites frias de outono, que precederam um inverno dos mais rigorosos, os dois jovens esquentavam seus corações com o fogo da paixão e seus corpos na alcova da luxúria.''


O autor mescla a mitologia, com a ciência que explica a licantropia e as crenças regionais do lobisomem. Sétimo filho homem de uma família de seis filhas mulheres. Eu vivo em uma cidade onde essas crenças dos lobos, como das bruxas é muito forte aqui no folclore e foi muito gostoso ver um pouquinho disso misturado ali na história.

Outras coisas que tenho que comentar sobre a história sem entrega-la é:

1 -  Não é muito romântico levar a namorada para um primeiro encontro no cemitério! Mas a cena é incrível!

2 - Uma das mortes foi incrivelmente chocante! Digna de um dos livros de Anne Rice!

3 - Meu Lado racional amou o final, achou muito bom mesmo e incrivelmente fechado! Meu lado sensível e romantizado queria um final diferente!

4 - Tinha cenas dignas de filmes nessa obra. E não só as cenas em si, mais a narração, tem uma cena que Alana está tocando piano como se para expressar sua tristeza e ao mesmo tempo que ela toca, narra o que esta acontecendo com os outros personagens no mesmo momento. Eu podia praticamente escutar o piano! Muito maravilhoso!

5 - Além de sobrenatural é um romance histórico já que se passa no século XIX e XX. AMO! E acompanhar as faces da lua em cada data narrada foi uma ideia genial!

'' - Não há vergonha na vingança, meu jovem. E, no seu caso, matar ou morrer em nome do amor é louvável. Um romantismo raro nos dias de hoje.''

O mocinho pode ser vilão, o vilão se passa por mocinho. O herói não é bem herói. O padre não tem uma grande fé. Meu personagem preferido ficou sendo seu Valêncio! As surpresas são muitas. A história é de primeira e o ditado de que '' Melhor o covarde vivo que o herói morto'' não se aplica aqui!
Continue lendo...AQUI!


Paula Juliana

27 comentários:

  1. Que bacana ficou a entrevista!!!
    Gostei :)

    Beijos, Té
    http://www.bloglola.com.br/

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  2. Olá, achei muito bacana a entrevista. É legal saber um pouco sobre como o autor conseguiu publicar seu livro e no caso dele em uma grande editora. Gostei da capa e da história, já adicionei à minha lista de leitura xD

    Abraços!
    www.umomt.com

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  3. Ótima entrevista! Parabéns ao autor que mesmo inciante na literatura já conseguiu essa ótima oportunidade de estar entre os autores da Rocco. Para mim, só esse fato já ganha muitos pontos. :) Parece mesmo ser um ótimo livro e gostei também dos autores que ele indicou. Edgar Alan Poe e Alvares de Azevedo merecem ser lidos. Parabéns pela entrevista e sucesso para vocês.

    Beijos,
    Bell

    http://contosdoguerreiro.blogspot.com/

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    1. Concordo Bell!
      Eu gosto muito dos livros da Rocco todos que li da editora tinha muita qualidade! Obrigada!
      Beijos

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  4. Oieee, eu adoro este autor, já tive a oportunidade de ler o livro dele e amei, fiquei horas lendo, eu li na noite de uma sexta feira 13 kkkk e virei a madrugada lendo o livro, a historia é maravilhosa e muito emociante, adorei a entrevista, os gifs me deram um arrepio kkkk, abraços

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    1. Oi Gu!
      Então tu sabe como é bom mesmo o livro! A escrita dele é muito gostosa! haha
      Eu não li na sexta 13, mas li de madrugada! hahaha
      Virei também!
      Beijos

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  5. Amei a entrevista, eu ainda não conhecia esse autor

    MEU CAPRICHO | YOUTUBE | FAN PAGE

    Beijos,
    Mayara

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  6. Olá!

    A entrevista ficou ótima. É sempre divertido conhecer mais sobre o autor e como a obra se formou. Apesar de terror não ser um gênero para mim, a história parece muito interessante e um prato cheio para quem curte. Sucesso ao autor!

    Beijos

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  7. Adorei a entrevista ! ♥

    http://sonhando-porai.blogspot.com.br/

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  8. Achei bacana a maneira como você dispõe a entrevista primeiro e depois as impressões sobre a obra. Parabéns!

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  9. Confesso que alguns pontos que o autor levantou sobre a obra me interessaram, como o trecho que diz que o livro apresenta "uma discussão mais profunda sobre relacionamentos e origem da Maldade, que usa como pano de fundo a presença de uma criatura para ilustrar diferentes comportamentos na sociedade". Bem legal isso.

    E puxa, 3 anos depois de assinar o contrato com a editora para sair a publicação? o.O Não imaginava que demorava tanto! Que bom que ele conseguiu chegar, depois de muitas tentativas, ao resultado que queria para a capa, afinal, é um elemento muito importante em um livro.

    Realmente não é leitura pra mim, mas amei a entrevista!

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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    1. Oi Ju! Ele não é muito seu estilo mesmo! Mas é uma livro pra lá de bom! Quando quiser mudar um pouquinho e se aventurar, leia!
      Beijos

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  10. O.O Eu gostei muito das repostas dessa autor, percebe-se que ele é bem inteligente, e fiquei muito curioso quanto a sua obra. É sempre bom saber um pouco mais sobre os autores e gosto muito dessas entrevistas :p
    Carlos.

    http://blogchuvadeletras.blogspot.com.br/

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  11. Gostei de conhecer mais sobre o autor com essa entrevista, e principalmente perceber a preocupação que ele tem um fazer uma pesquisa pra dar uma base convincente no seu livro.
    " Inspiração para “escrever”, basta-me o silêncio."....quem tem o dom é outro nível né.

    Até mais.
    Leituras da Paty

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    1. Então Paty! Verdade neh!
      Ele aqui em casa saia correndo pq silencio aqui só de madrugada!
      Beijos

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  12. Oi,
    Sempre gosto de entrevista com autores, acabamos conhecendo um pouco mais dos bastidores das histórias que lemos, como aqui ele falou sobre como pensou em escrever cada personagem, tentado ser o máximo possível coerente com suas ações e personalidades.
    Pretendo ler o livro em breve com toda certeza.
    Beijos

    Mari - Stories And Advice

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    1. Oi Mari! Que bom que fez vc quer ler!
      O livro é muito bom! Espero ler mais coisas do autor!
      Beijos

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  13. Oi Paula,

    Por meio da entrevista consegui conhecer um pouco mais do autor e seu processo de escrita (o livro demorou para ficar pronto, não) e sua resenha me deixou com água na boca, ainda mais esses desencontros entre os personagens centrais. O fato do protagonista ter duas personalidades (vejo assim, uma como ser humano outra como lobisomem) é bem legal, dá uma certa dualidade e briga interna nele e na gente, não acha?
    Humm, pode ser que eu seja chata, mas esse fundo lilás com essa letra rosa me deixa um pouco cega (bom, já sou naturalmente), mas dificulta a leitura, o lilás está muito escuro, teria como suavizar?

    Beijos,

    Priscila Yume

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    1. Obrigada Flor!
      Leia o livro é muito bom! O Autor escreve super bem e seus personagens são bem desenvolvidos!
      O funda ta bem clarinho pra mim! Pq vc não dá uma olhadinha na configuração do seu navegador?
      Obrigada!
      Beijão!

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  14. Olá Paulinha!
    Adorei conhecer melhor o Marco, ele como pessoa é um fofo e agora que terminei de ler o livro dele, acho ele um gÊnio, escreve maravilhosamente bem.
    Amei sua entrevista, está super completa.
    Beijos
    As Leituras da Mila

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