quarta-feira, 27 de julho de 2016

@Seguinte - ESPADA DE VIDRO (A RAINHA VERMELHA, VOL. 2), DE VICTORIA AVEYARD

[News Overdose + Resenha] Lançamento: 12 de fevereiro @Seguinte - ESPADA DE VIDRO (A RAINHA VERMELHA, VOL. 2), DE VICTORIA AVEYARD  

Quem está esperando a continuação de "A rainha vermelha"? o/
Aí está a capa de "Espada de vidro", que chega nas livrarias brasileiras dia 12 de fevereiro! 


ESPADA DE VIDRO (A RAINHA VERMELHA, VOL. 2), DE VICTORIA AVEYARD (Lançamento: 12 de fevereiro)

“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Resenha: A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha # 1 - Victoria Aveyard
Classificação: 5/5 ♥ Favorito 
Editora: Seguinte

Sinopse: A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha # 1 - Victoria Aveyard
A Rainha Vermelha - O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

'' É uma mensagem fria e calculista. Apenas prateados podem lutar na arena porque apenas eles podem sobreviver à arena. Lutam para nos mostrar sua força e seu poder. ''Vocês não são páreo para nós. Somos melhores. Somos deuses'': é isso que cada golpe dado pelos campeões quer dizer.''

O lema de A Rainha Vermelha foi: Todo mundo pode trair todo mundo

Você leitor, leitora se vê mergulhado em uma história que não tem nada para ser bonita, para ser um conto de fadas, quando lidamos com poder, com sangue e com muitas mortes, a história dificilmente vai ser cor de rosa, Victoria Aveyard acertou a cor desse mundo, é um mundo cinza, mergulhado em falsos pratas e muito borrado de vermelho, a cor do sangue derramado, a cor do sangue explorado e totalmente descartado! 

É realmente um jogo de poderes, com muitas traições, muita manipulação, um jogo de xadrez onde os peões não são os únicos a morrer! E eu com meu humor negro e coração crítico AMEI essa história! Amei sofrer, ser manipulada, ser uma brincadeira nas mãos desses seres de sangue prateado! Nada de sangue azul aqui, a nobreza vem em prata e seu sangue também! 

'' Os deuses ainda governam. Ainda descem das estrelas. Só não são mais gentis.''

Em uma sociedade totalmente desequilibrada, uma sociedade cruel e mortal, ''os deuses'' os seres que governam mandam e desmandam são os Prateados, eles não são como os Vermelhos, os prateados tem poderes, são os senhores de suas casas, são os governantes dessa brincadeira toda.

Nossa história se inicia em Norta. Com um povo de sangue vermelho, que trabalha para sustentar a elite prateada. Estamos em um mundo em guerra, não só pela desigualdade, é batalhas e confrontos desde muito, muito tempo. São os prateados que tem poderes, como ler mentes, controlar fogo, água, metal, e são os vermelhos que encontramos nos campos de guerra, são as pessoas de sangue vermelho que estão lá na linha de frente enfrentando a morte, sem poder ter escolha, eles nunca podem ter escolha, eles não mandam em nada!  

''Nunca sobreviveríamos ao inverno do norte; o leste é só mar; no oeste; há mais guerra; o sul é um inferno radiativo... e qualquer lugar no meio disso está lotado de prateados e agentes de segurança.''

Mare Barrow  é nossa mocinha, e é uma vermelha.

Mare não tem um oficio como sua irmã, é obrigada a roubar para ajudar em casa e espera completar 18 anos para ser mandada para a guerra, assim como seus três irmãos, todos vão e ninguém volta para contar a história! 

''A guerra prateada deles é paga com sangue vermelho.''

Só que por uma sorte do destino, ou não, Mare conhece em uma situação inusitada um misterioso homem, esse homem lhe salva da guerra, e coloca Mare trabalhando diretamente com a família real em sua casa de verão, e agora Mare está vendo uma outra parte do mundo!

É durante uma disputa sangrenta de jovens de todas as casas do reino para saber quem vai ser a próxima princesa, a mais forte e poderosa próxima princesa prateada, que Mare sofre um acidente e é salva por um poder, seu poder, esse que nunca soube possuir, porém Mare é uma pessoa de sangue vermelho, VERMELHOS não possuem poderes, e quando ela mostra seu poder na frente de milhares de prateados e da família real, sua vida muda da água para o vinho. 

''O mundo mudou ao nosso redor e permanecemos os mesmos.''

Mare vira uma peça do jogo, uma peça que pode manipular toda a população vermelha que vinha se rebelando, e um instrumento nas mãos do Rei e da Rainha para que a sociedade permaneça da forma que está durante mais um longo tempo.

Mare assume o papel de uma nobre prateada de uma casa extinta, filha de um herói prateado de guerra! E futura esposa do segundo príncipe!  

Dois príncipes prateados, duas personalidades completamente diferentes e dois ideais, os dois que escondem muitos segredos que podem levar uma nação a morte e muito mais sangue a ser derramado... vermelho e prata!

''Ele é um ardente. É um príncipe, e um príncipe perigoso. Mas as chamas desaparecem tão rápido quanto vieram. Permanecem apenas o sorriso encorajador de Cal e a vibração das câmeras, escondidas em algum lugar, observando tudo.''

A Rainha Vermelha é um livro complicado de se resenhar, encontramos um mundo inteiramente novo, um enredo mega original, personagens que são envolventes e ao mesmo tempo são misteriosos, são personagens que ficamos analisando o tempo todo, tentando compreender o que estão fazendo, o que acreditam, como são, se estão realmente se mostrando ou são belas e montadas máscaras que vestem! 

Sofri lendo, confiei, por fim não sabia mais para quem torcer, em quem acreditar! 
A história é crítica e totalmente política, porém mistura vários elementos que sou apaixonada, como a distopia no caso de todo o enredo e toda essa sociedade dividida e escravizada, e o sobrenatural nos poderes da elite de sangue prateada, com ação em batalhas totalmente sanguinárias e de tirar o fôlego! 
O romance como na maioria das distopias é uma ferramenta e não o grande foco, ele está presente, faz parte da história, mas é soterrado por todos os confrontos, mentiras e intrigas!

''Entende mesmo, príncipe? Entende como é ser arrancada de tudo o que ama, forçada a ser outra pessoa? Mentir a cada minuto  de cada dia pelo resto da vida? Saber que há algo errado com você?'' 

Mare é uma personagem forte, porém mesmo acreditando que nunca seria levada por esse mundo ela se mete em um jogo de gente grande, muito maior que ela, vira um peão no tabuleiro e não percebe isso. Toda a narrativa é muito boa, a autora vai dando pistas do que está acontecendo, dando pistas das verdadeira faces dos personagens e ao mesmo tempo nos engana e nos ilude, particularmente amo ser iludida por uma boa história e amo o sentimento de desespero das situações finais!   

''Vejo um mundo na corda bamba. Sem equilíbrio, ele cai.''

Alguns fatos que ficam claros desde a primeira página são: que a Rainha é uma vadia sem coração, que os prateados são em sua maioria um povinho ruim e que se acham superior e que os vermelhos são os descartáveis. O Rei bom ou mal só quer que tudo se mantenha como está, a guerra nunca vai acabar e que Mare se meteu em uma furada!

Então conhecemos os dois príncipes! Sou bem sincera, eu como muitas mulheres leitoras sou uma leitora fácil, os príncipes me ganharam nas primeiras frases, e não me importei com a cor do sangue deles, só que ao longo da leitura vamos nos questionando sobre a sinceridade de cada um, geralmente nessas histórias nada é como parece ser. E eu tinha em mente que deveríamos ter nesses dois personagens o grande vilão e o grande mocinho! Porém, quem é quem? Quem é o lobo em pele de cordeiro? Quem está enganando Mare? Quem está nos enganando? Cal o primeiro príncipe? Aquele que é perfeito, bom, justo, o futuro Rei? Aquele que quer conhecer seu povo, mas tem medo da mudança? Ou o jovem Maven, noivo da futura princesa vermelha? Aquele que é gentil, o segundo filho, o que vive na sombra do irmão perfeito? Que quer mostrar seu valor e ser ouvido? Ambos os príncipes são ARDENTES, isso é, controlam o fogo, e Mare nessa disputa real pode ser queimada!   
   
Por escolha minha, não revelei o poder de Mare, assim como não revelei o meu príncipe favorito, aquele que acreditei no caráter e coração do começo ao fim! 

''O ambiente tremula com o calor que a pele de Maven irradia. Me vem à cabeça o temperamento reservado de Cal. Aparentemente, o irmão mais novo também esconde um fogo, até mais potente, e não quero estar perto quando explodir.''

A Rainha vermelha foi uma obra que queria ler a bastante tempo, estava bem ansiosa e assim que chegou larguei tudo que estava fazendo para começar, e não me arrependi, queria que a parte romântica da obra tivesse sido um pouco mais forte, apesar de presente o foco foi sim na sociedade e no poder que cerca todos os seres e seus sangues, foi uma leitura maravilhosa, daqueles que você lê de uma vez só, porque quer saber tudo e não consegue desgrudar, estou com grandes expetativas para o segundo livro, gostei muito de como terminou esse volume, todo o sofrimento, e agonia valeram cada minuto da minha leitura, os suspiros enganosos ou não também, toda a emoção e toda a adrenalina contidos na história fizeram um brilhante livro mergulhado em vermelho e prata! Recomendadíssimo! 

''- Quantos? - grito em resposta, reunindo forças para encará-los. - Quantos morreram de fome? Quantos foram assassinados? Quantas crianças foram levadas para a morte? Quantos, meu príncipe? ''

Paula Juliana

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