Resenha: Todas as boas pessoas daqui - Ashley Flowers
Classificação: 4/5 Favorito
Editora: Faro Editorial
Skoob
Sinopse: Todas as boas pessoas daqui - O desaparecimento de uma criança traz à tona segredos sombrios de uma cidade, e de um crime idêntico ocorrido vinte anos atrás. - Ashley Flowers
“Ashley Flowers levou a paixão pela investigação de crimes reais a um novo patamar... Este é o livro de mistério da atualidade.” REVISTA PEOPLE
Todos naquela cidade se lembram do infame caso de January, a menininha que foi encontrada morta horas depois ao seu desaparecimento. Margot tinha seis anos na época, a mesma idade de January – elas eram amigas e vizinhas. Vinte anos depois, Margot amadureceu, formou-se em jornalismo, mudou-se para outro estado, mas sempre viveu assombrada por aquele crime, e com a ideia de que poderia ter sido ela a escolhida pelo assassino... que nunca foi encontrado. Quando retorna à cidade para cuidar de seu tio, Margot sente como se tivesse entrado em uma cápsula do tempo: tudo se parece exatamente como se lembrava - um lugar habitado por pessoas reprimidas e reservadas. Até que outro caso acontece. Natalie Clark, de cinco anos, desaparece em circunstâncias quase idênticas às da menina da sua infância. Com todos os sentimentos de pavor voltando, Margot se vê sem saída. Ou surta ou age. Ela decide, então, investigar o que aconteceu com Natalie e também com sua amiga na infância. Mas a polícia, as famílias e os habitantes da cidade não parecem muito dispostos a ver alguém revirar o passado. À medida que Margot se aprofunda no desaparecimento de Natalie, ela começa a suspeitar de que há algo verdadeiramente sinistro naquela comunidade: uma espécie de pacto de segredos que pode destruir a vida de muita gente. O assassino de January pode ser a mesma pessoa que levou Natalie? E qual será o risco que ela corre ao tentar descobrir o que realmente aconteceu naquela noite vinte anos atrás?
Arrepiante e intenso, Todas as boas pessoas daqui é uma história intrigante, que propõe aos leitores a seguinte pergunta: do que seus vizinhos são capazes de fazer atrás de portas fechadas?
Brutal, impiedoso e eletrizante!
A leitura de Todas as Boas Pessoas Daqui pode ser definida como intensa, viciante e cruel! Uma narrativa muito bem escrita que engana e induz o leitor a cada página! Uma obra que devorei, desvendei e terminei devastada!
Somos apresentados a uma pequena cidade em dois tempos, em 1994 conhecemos a história de uma família tocada por uma tragédia, quando uma menina de seis anos é levada de sua casa no meio da noite e aparece morta no em sequência, anos se passam, o caso acaba não sendo solucionado, e em 2019, outra menina de idade próxima desaparece, Margot que é jornalista e volta a cidade para cuidar de seu tio que está com problemas de saúde, acredita fortemente que os casos estão intercalados, sem contar que Margot faz parte desta história pois a primeira menina assassinada era sua amiga de infância, na época as duas com a mesma idade e vizinhas, Margot sempre pensa o porque de ter sido a sua amiga a escolhida e não ela, que estava tão próxima!
Margot começa a investigar e acredita que o homem que matou sua amiga está solto e matando outras meninas.
A narrativa se passa nos dois tempos, duas linhas da história, conhecemos a visão da mãe da primeira menina assassinada, e vamos acompanhando também no presente a história de Margot e tudo que vai investigando e desvendando! A história é muito interessante, engana demais o leitor, nos induzir a acreditar e ir por um caminho para depois mostrar algo completamente surpreendente, a única coisa que me incomodou foi o final, realmente precisava de mais umas 50 páginas, em questão de gosto pessoal, não gosto de finais em abertos, ou que deixem margens para interpretações.
Todas as Pessoas Boas Daqui, fala sobre tantas vertentes cruéis e sensíveis, é uma leitura forte, porém não é apelativa ou descritiva em termos de violência contra a criança, mas fala de sequestro, assassinato, pedofilia, é uma obra bem impactante quando analisamos toda a crueldade que o ser humano pode cometer, a obra fala claramente também sobre aparências, fazendo referência ao título, a preocupação de aparentar algo que não se é, pois socialmente é o que corretamente é aceito, e a que custo realmente isso importa! Um thriller bem forte e envolvente, muito bem escrito! Recomendadíssimo!
Paula Juliana

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