quinta-feira, 22 de maio de 2014

[Editora Charme] Entrevista com Kimberly Knight, autora de Tudo o que eu preciso.

[Editora Charme] Entrevista com Kimberly Knight, autora de Tudo o que eu preciso.


Uma das apostas para 2014, da Editora Charme, Tudo o que eu preciso, é o primeiro livro da série B&S, da autora Kimberly Knight, que conta uma historia de amor entre Brandon e Spencer, um casal que se apaixona perdidamente, mas que vai precisar superar uma série de desafios para encontrar seu "felizes para sempre".

Sempre muito simpática, Kimberly aceitou bater um papo com o Blog da Charme e fala um pouquinho mais sobre sua carreira literária, seus livros, a relação com os fãs, sua vida pessoal e como deixou de ser uma leitora comum, para se tornar uma autora Best-Seller com quatro livros já publicados nos EUA e o primeiro à caminho do Brasil.


Com vocês, Kimberly Knight :)

EC: Kimberly, obrigada por aceitar conversar conosco. Conte-nos como foi que a literatura e o processo de escrever entrou em sua vida:

KK: Eu não era uma grande leitora até que eu li Cinquenta Tons de Cinza, por volta de 2011. Depois de me apaixonar pelos romances, eu pensei sobre como seria escrever o meu próprio livro. Após mais ou menos um mês pensando sobre a história que eu iria escrever, eu disse ao meu marido: "Eu vou escrever um livro." Naquela noite, eu comecei a escrever Tudo o que eu preciso e agora eu tenho cinco livros publicados!

EC: Como foi o processo de criação da história de Brandon e Spencer? Você se inspirou em uma história real? Você criou dois personagens muito próximos da realidade.

KK: Eu criei Brandon tendo como base o homem dos meus sonhos. Eu nunca pensei que eu, realmente, publicaria o meu livro. Então, eu escrevi, pensando no que eu gostaria de ler, como leitora. Eu tenho algumas características de Spencer e algumas das coisas que ela diz ou faz são coisas reais, que aconteceram comigo, mas na maior parte é ficção. Eu também acabei escrevendo os personagens como se eles fossem meus amigos. Na verdade, a maioria dos sub-personagens da série são pessoas que eu conheço na vida real.

EC: Quais são os autores que te inspiram? Que tipo de livro que você gosta de ler?

KK: Eu preciso falar que é EL James, porque sem Cinquenta Tons, eu não teria começado a ler, tanto quanto eu leio agora. Antes, eu lia, talvez, um livro por ano e meu gênero favorito era mistério de assassinato. Agora, eu tenho que ter sexo em meus livros. Eu acho chato livros que não tenham sexo. Além disso, Sylvia Day é incrível e eu amo sua escrita. Espero ser tão bem sucedida como ela, um dia.

EC: Como é sua relação com os leitores? Podemos ver que você é muito ativa nas redes sociais e seus leitores são muito próximos. Como você vê essa relação?

KK: Eu tento responder a todos os meus fãs. Às vezes é difícil, especialmente com as viagens (a autora viaja bastante para eventos literários), mas eu sei que sem eles, eu não estaria onde estou hoje. Eu adoro conversar com meus fãs, ouvir o que eles pensam dos meus livros, e encontrá-los em eventos. Um mês depois que comecei a escrever Anything Like Me (Livro 3 da série B&S), eu descobri que eu tinha um tumor em um nervo, próximo do meu pulmão direito. Eu não contei a ninguém o que eu estava passando, enquanto eu estava escrevendo o livro. Meus médicos e eu pensamos que eu iria ficar bem depois que eu fizesse a cirurgia, para remover o tumor. O que não sabíamos, era que era um tipo de tumor que poderia voltar a crescer. Durante o processo de Anything Like me, eu precisei passar por uma radioterapia. Foi quando eu disse aos meus fãs sobre meus problemas de saúde e eles, desde então, têm me dado tanto suporte e me mantiveram escrevendo mesmo quando eu queria desistir, porque eu estava tão cansada durante radiação.

EC: Como você vê o momento atual da literatura feminina? Os leitores de hoje são mais abertos a livros hot do que no passado? Você acredita que os leitores perderam a vergonha de ler livros mais explícitos e eróticos?



KK: Eu não tenho certeza se as coisas, realmente, mudaram no que diz respeito as mulheres serem mais abertas a "livros hot". Lembro de minha avó ler livros "Fabio" (Fabio Lanzoni, autor e modelo de capas de livros voltados para o público feminino, principalmente históricos), quando eu estava crescendo. Acho que sempre fomos interessadas nesse gênero, mas agora que podemos ler em um ereader e as pessoas não "saberem" o que estamos lendo, estamos mais propensas a ler mais livros, porque terminamos mais rápido, uma vez que não temos que ler escondidas. Eu também acho que os escritores independentes têm muito a ver com isso. Agora que podemos publicar qualquer coisa que queremos, abre-se espaço para mais livros, para todos os gostos, e não apenas o que os editores desejam publicar.

EC: E o seu marido? Ele lê e opina em seus livros? A sua família participa de seu processo de escrita?

KK: Meu marido me ajudou com o brainstorm de Tudo o que eu preciso e ele leu a série. Minha mãe é o único outro membro da família que participa no meu processo de escrita, porque ela é minha assistente.

EC: Quem é Kimberly? Como é o seu dia-a-dia? O que você gostaria de fazer?

KK: Bem, o que eu gostaria de fazer no meu dia a dia é sentar em uma praia, mas isso não é a minha realidade. A partir do momento que eu acordo até eu ir para a cama, eu estou trabalhando. Ser escritor é mais do que apenas escrever livros. Eu faço minhas próprias capas (a produção das capas da série B&S, inclusive a brasileira, é de Kimberly), formato meus próprios livros, gerencio as mídias sociais, e como você disse, falo com meus fãs. Antes que eu perceba, são 4 horas da tarde e eu, muito provavelmente, não escrevi uma única palavra. Passei várias madrugadas escrevendo. Eu costumo parar por cerca de uma hora ou um pouco mais, na hora do jantar, para comer com meu marido, enquanto vemos alguns de nossos programas de TV favoritos.

EC: Como você se sente quando descobre que tem leitores (e fãs) em outros países, como o Brasil? Você já imaginou, um dia, que você poderia publicar seus livros em outros idiomas além do Inglês?

KK: Eu não sabia que eu tinha tantos fãs no Brasil, eu pensei que fossem, talvez, 4 ou 5. Durante muito tempo, tudo era tão surreal para mim. Agora, eu finalmente estou percebendo que esta é a minha vida e que eu tenho fãs, e você sabe de uma coisa? É impressionante! Eu amo todos os meus fãs. Eu tenho muitos fãs no Reino Unido e alguns na Bélgica, Jamaica e Canadá (que eu saiba). Eu sempre quis ter meus livros publicados em outra língua, mas eu não sabia como poderia fazer para conseguir e estou muito feliz que a Editora Charme me contatou.

EC: O que você diria para quem está pensando em ler a série B & S? O que os leitores podem esperar?

KK: Eu sempre digo às pessoas para que leiam e deixem-me saber o que eles acharam. Para mim, a cada livro, a história fica cada vez melhor e eu espero que os leitores gostem da história de Brandon e Spencer.

EC: E para finalizar, deixe uma mensagem para os leitores brasileiros:

KK: Espero que todos vocês gostem de Brandon e Spencer tanto quanto eu gostei de criá-los. Você nunca sabe quem você vai conhecer na academia! ;)


Para conhecer mais sobre Tudo o que eu preciso, livro 1 da série B&S, leia os três primeiros capítulos disponibilizados, clicando aqui.



E para garantir o seu livro, clique aqui.



Paula Juliana

13 comentários:

  1. Oi Paula!

    Adorei a entrevista, nada melhor do que conhecer mais sobre a autora e conhecer mais sobre o processo de criação da trama e dos personagens que tanto nos apaixonamos ^^
    Quero conhecer a série assim que chegar no Brasil!

    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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    1. Estou mega curiosa também Joi!!!
      E a entrevista, linda né!
      Beijos

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  2. Oláaa!
    Gente, isso que eu chamo de mulher determinada: em um belo dia simplesmente decide que vai escrever um livro e realmente escreve.
    Nem me lembro mais quantas vezes tomei a mesma decisão e não cheguei a lugar nenhum! hahah Já comecei uns três livros, mas em determinado momento, mesmo com a história toda pronta na minha cabeça, não consigo colocar no papel. Tão estressante! haha Quem sabe eu me inspiro com a Kimberly, né?! hhahha

    Muito bacana a entrevista!

    Beijos,
    Amanda
    http://minhasconfissoesfemininas.blogspot.com.br/

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  3. Oi Paula, tudo bem???
    Adorei a entrevista com a autora...nossa nem sabia que podia existir tumor no nervo, muito estranho. Espero que ela melhore... Que seja um sucesso e aguardo a sua resenha aqui no blog... Xero!!!!

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  4. Oi Paula,
    Mesmo eu não curtindo muito o gênero que a autora escreve, gostei de conhece um pouco mais da autora.
    Como sempre falo, muito amigos criticam o livro Cinquenta Tons de Cinza e outro do gênero, eu mesmo não sendo fã, sempre discordo, porque acho que com essa novidade no mundo literário, conquistou diversas pessoas..
    Enfim adorei a entrevista.
    Beijos

    Mari - Stories And Advice

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  5. Oieeee, eu também vi a entrevista com a autora e adorei, amo estas entrevistas pois elas dão a sensação de aproximação com o autor, sendo que através delas podemos conhecer mais o autor por trás de seus livros, quero muito ler este lançamento da Editora Charme, pois tenho certeza que vou amar haha, Abraços.

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  6. Acho incrível o quanto as pessoas têm gostos diferentes. Ainda bem, né? Com certeza ela é a primeira pessoa que eu vejo que mudou sua relação com a leitura lendo 50 tons de cinza. E eu com esse livro aqui colocando ele sempre como último da fila!! rs... Ela acha chatos livros que não tenham sexo, e eu acho chatos livros que têm... acho que a gente não vai se entender, hahaha, mas amei a entrevista!

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  7. Oi Paulinha tudo bem?
    Eu quero muito ler esse livro!!!!!!! Eu divulguei a entrevista também, já tinha lido. Ela tem uma história de luta, torço para que já esteja tudo bem com a saúde dela. Que pena que ela parou de ler mistérios e suspense, pois eu adoro!!!!!!! Acho que uma coisa não exclui a outra, gosto de vários gêneros de leitura diferente. Acho que o romance dela vai ser lindo, tipo o príncipe que todas nós sonhamos.
    Sucesso par a autora.
    beijinhos.
    cila-leitora voraz
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  8. Olá

    Gosto bastante de entrevistas com autores, dá pra conhecer bastante sobre eles. Infelizmente não me interesso pelos livros da autora. Definitivamente livros hot não são comigo! =P

    Abraço!
    www.umomt.com

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  9. Olá! Gostei da entrevista! Uma pena que o livro não tem nada a ver comigo. Deu para perceber que a autora é bastante simpática! Se algo acontecer comigo e eu começar me interessar por este gênero, quem sabe, eu leia. Abraços!

    http://momentoliterario1.blogspot.com.br/

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  10. haha entrevistas com autores são sempre divertidas e bem legais, eles sempre parecem ser bem simpáticos e nos dão uma abertura maior para conhece-los, embora o gênero do livro não me atraia nem um pouco.
    Beijos, Carlos.

    http://blogchuvadeletras.blogspot.com.br/

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  11. Olá Paula, tudo bem?
    Parabéns pela entrevista. A autora é muito carismática. Vou aguardar sua resenha.

    Beijo

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  12. A autora parece ser muito simpática. Amei a entrevista e suas respostas sobre o livro. Vou tentar ler este romance. Fiquei encantada com o personagem. Lindo demais. ai ai

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