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Resenha: Deusas, bruxas e feiticeiras - Histórias de quando Deus era mulher - Julia Myara

Resenha: Deusas, bruxas e feiticeiras - Histórias de quando Deus era mulher - Julia Myara
Classificação: 5/5 
Editora: Planeta de Livros
Skoob

Sinopse: Deusas, bruxas e feiticeiras - Histórias de quando Deus era mulher - Julia Myara

Redescubra o poder e a sabedoria femininas por meio de mitos.
Ao longo da história, o conhecimento e a força das mulheres sempre estiveram associados à ideia de uma anciã, curandeira ou rainha conselheira. Seu poder era personificado na forma de ninfas, fadas, espíritos da floresta, entre outras. Mas, então, como e quando sua sabedoria natural passou a ser ligada ao mal?
Para responder a essa pergunta, Julia Myara estuda os mecanismos que apagaram grandes figuras femininas e resgata as narrativas mítico-religiosas para relembrar mulheres que jamais deveriam passar despercebidas pela humanidade. Assim, Deusas, bruxas e feiticeiras nos faz questionar o apagamento do poder feminino por meio de uma vasta pesquisa sobre cultura, história e papéis de gênero, convidando as leitoras a uma reflexão sobre a representação da mulher no passado e nos dias de hoje.


Domínio patriarcal, misoginia, opressão, a história das mulheres, seus símbolos, e versões quando ao imaginário e ao misticismo vão de bruxas, feiticeiras, deusas, podem ainda terem sido vistas como ninfas, fadas, orixás, entre outras figuras, o corpo da mulher visto como pecado, como personificação e portas para tantos elementos. Quando estudamos os caminhos percorridos pela personificação do que é o feminino encontramos uma riqueza muito grande e um campo enorme aberto a discussões e debates.

Deusas, bruxas e feiticeiras - Histórias de quando Deus era mulher de Julia Myara traz esse gostinho de reflexão, de auto observação, e de estudo, fala sobre a deturpação, a demonização, da  figura da mulher, ou mesmo da imagem de ''boa mulher'', curandeira, vó amorosa, partindo de várias vertentes e como a mulher pode ser associada a uma figura ligada a natureza, ao que é bom, como também a associadas ao mal, sombrio e demoníaco.

A obra fala de uma CARGA, UMA SIMBOLOGIA, um peso que é colocado sob o feminino, vai da crença, a culturas, organizações sociais e políticas, religiosas ocidentais, questionando e fazendo reflexões, uma obra interessante e muito indicada para todas as pessoas anti misóginas e antipatriarcais, gostei muito sobre a discussão sobre a virgindade da mulher, e seus corpos, como também as questões referentes a chamada cultura do estupro, casamento, dominação masculina, fazendo paralelo a mitologia, religião e sociedades. RECOMENDADÍSSIMO!

Paula Juliana

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